Publicado em: sábado, 11/02/2012

Megaupload: programador-chefe consegue liberdade condicional

O holandês Bram van der Kolk, chefe de programação do site de download Megaupload, foi liberado nesta quinta-feira (9) em liberdade provisória na Nova Zelândia. Ele aguarda agora o julgamento de extradição aos Estados Unidos.

Bram van der Kolk tem 29 anos de idade e é um dos principais acionistas do Megaupload. Ele teve sua extradição solicitada pela Justiça dos Estados Unidos, por acusações de pirataria virtual, crime organizado e lavagem de dinheiro, juntamente com o fundador do site, Kim Schmitz e mais outro cinco executivos envolvidos.

O holandês Kolk e o alemão Finn Batato, responsável pela parte técnica do Megaupload, conseguiram a liberdade condicional no final do mês de janeiro, mas ainda assim, permaneciam detidos à espera da verificação de idoneidade dos locais que foram apresentados como residência.

Batato tem 38 anos e continuará detido por, pelo menos, mais algumas noites. Isso porque a esposa de Kim Schmitz não assinou o consentimento escrito permitindo que o alemão resida em sua mansão.

O co-fundador do Megaupload, Mathias Ortmann, de 40 anos, compareceu ao tribunal do distrito de Manukau na quinta-feira (9) para decidir sobre seu pedido de liberdade condicional. Os três empresários foram detidos no final de janeiro, juntamente com o fundador do site, mais conhecido como Kim Dotcom.

O começo das detenções

As detenções ocorreram a pedido da Justiça americana, durante uma operação policial internacional de combate a pirataria virtual, incluindo o fechamento do site de downloads e mais outras detenções na Europa.

As autoridades responsáveis dos Estados Unidos consideram que o site de download provocou a perda de mais US$ 500 milhões à indústria cinematográfica e musical, com a transgressão de direitos de propriedade intelectual das companhias.

Foi ordenado na sexta-feira passada que Dotcom permaneça detido, pelo menos, até o dia 22 de fevereiro. Nesta data começará o processo sobre sua extradição aos Estados Unidos. Caso seja aprovada, Dotcom e os três executivos do site de download serão julgados pela Justiça americana por vários delitos. Entre eles, estão relação com o crime organizado, lavagem de dinheiro e violação da lei de direitos de propriedade intelectual.