Publicado em: quarta-feira, 06/11/2013

Medida do Ministério da Saúde quer tirar número excessivo de sódio dos alimentos

Medida do Ministério da Saúde quer tirar número excessivo de sódio dos alimentosO Ministério da Saúde e a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) concluíram ontem dia 5, um pacto para reduzir os números de sódio da alimentação do brasileiro. Os fundamentais alimentos que o contém são os laticínios, enlatados e as refeições concluídas. A finalidade é tirar 28 mil toneladas de sódio dos mantimentos até 2020.

O convênio aumenta para 16 o índice de classes de comidas cuja diminuição já foi ajustada entre as partes. O cálculo é que este acordo seja o motivador pelo abatimento de 11,3 mil toneladas de artigos como pães pequeninos, macarrão instantânea, bolos prontos, entre outros.

Desta forma, anunciou o Ministério da Saúde, a obrigação é pela queda desta substância em laticínios, enlatados e comidas prontas, em até 68% no decorrer dos quatro anos a partir de agora.

Contido no sal de cozinha e em artigos industrializados o sódio em demasia está relacionado a uma gama de enfermidades, especialmente à hipertensão arterial. A moléstia, conforme a nova classificação Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico–Vigitel do ano passado, aborda 24,3% dos indivíduos.

Conforme a derradeira Pesquisa do Orçamento Familiar (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o brasileiro ingere, em média, 12 gramas de sódio diário, analisando o sal de mesa e o sódio adquirido dos mantimentos. O recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) são cinco gramas, ou seja, duas vezes mais.

Se a diminuição na ingestão do brasileiro acontecer, a alteração ocasionará 15% menos falecimentos por AVC (acidente vascular cerebral), atualmente o principal motivo de morte de pessoas do país.

Do mesmo modo, seria admissível diminuir em 1,5 milhão o dígito de indivíduos que carecem de tratamento para dominar a pressão alta. Outro resultado positivo seria o aumento de mais quatro anos de vida para os possuidores de hipertensão.