Publicado em: sexta-feira, 08/02/2013

Médico diz que beijar muito durante o carnaval pode trazer doenças

Beijar na boca pode transmitir doenças desde gripe ou resfriado, até hepatite B e a turbeculose. Este alerta para o carnaval, que é o período em que as pessoas mais beijam pessoas que não conhecem, é feito pelo clínico geral e professor Bernardino Geraldo Alves Souto do departamento de medicina na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Ele ainda diz que caso exista um sangramento, o risco pode aumentar ainda mais.

Conforme Souto, estas doenças são transmitidas através da cavidade oral ou nasal. Ele diz que as viroses através das vias respiratórias podem ser transmitidas através do beijo na boca. Outras doenças como gripe, tuberculose, meningite, herpes e mononucleose, que é uma doença que inicia com uma febre, ínguas através do corpo, e pode chegar a virar hepatite ou inflamações no baço.

O professor aponta que os ambientes escuros e úmidos são propícios que possa haver i desenvolvimento de diversas bactérias. Conforme o cirurgião dentista Silvio Segnini, apenas na região da boca existe cerca de mil bactérias diferentes, isso sem contar as que não são conhecidas. E mau hálito pode ser um dos indicativos da existência dessas bactérias ou que existe alguma afecção na garganta. A falta de conservação dos dentes é um fator que pode ampliar a probabilidade das transmissões.

No entanto, fazer a observação do aspecto da pessoa que vai ser beijada nem sempre pode evitar este risco. Souto diz que há doenças que podem ter sua transmissão mesmo não estando na fase aguda. Ele diz que for durante a fase aguda, a transmissão pode ser maior, mas, se o vírus da gripe já estiver na pessoa um dia antes de beijar, a pessoa não terá os sintomas e vai poder transmitir esse vírus.

Da mesma forma ocorre com a herpes e a mononucleose, que é chamada popularmente como doença do beijo. A pessoa que está transmitindo as doenças pode não ter nenhum sintoma no momento. A mononucleose pode demorar uma semana até seis meses para ter cura, a resposta para o tratamento ocorre de maneira variável.