Publicado em: sexta-feira, 17/01/2014

Médico de Michel Jackson é culpado pela morte do cantor

Médico de Michel Jackson é culpadoNa última quarta feira, dia 15 de janeiro, um tribunal na Califórnia, Estados Unidoos, rejeitou o pedido de recurso apresentado pela defesa do médico Conrad Murray. Ele vem sendo condenado pela morte do astro pop Michel Jackson, que sofreu uma overdose de Propofol no ano de 2009. O tribunal reforçou sua primeira condenação, de que haveria evidências suficientes para culpar o médico pela morte do cantor, há cinco anos, que chocou todo o mundo.

Se passaram apenas três meses desde que Murray deixou a prisão nos Estados Unidos, depois de cumprido o período em que ele já havia ficado preso durante quase metade do tempo total da pena de quatro anos que havia recebido. Em menos de seis meses após sair da prisão, a decisão do tribunal de apelações chega para corroborar a primeira condenação, que apontou o médico como culpado, por saber que o cantor estava usando de altas doses do medicamento e corria sérios riscos.

O veredito foi confirmado pelo tribunal de apelações do segundo distrito da Califórnia. O médico está hoje com 60 anos e permaneceu preso em Los Angeles, também na Califórnia. Para o pedido de recurso com a apelação, Murray usou de uma nova lei do sistema penitenciário da Califórnia. A nova resolução permite que os internos, mesmo que condenados, que são considerados não perigosos, possam descontar de sua condenação total um dia de pena por cada dia de boa conduta. Foi esse recurso que permitiu que os quatros anos de sua condenação fossem reduzidos a metade.

Murray sempre alegou inocência no caso, apesar de ter admitido que era o responsável por cuidar dos sedativos de Michael, que enfrentava problemas para conseguir dormir e a dependência da droga medicamentosa. Murray esperava recuperar sua licença para exercer novamente a medicina, caso o tribunal tivesse acatado sua apelação. O tribunal da Califórnia usou um documento com 68 páginas para ratificar a necessidade da condenação de quatro anos do médico, pelo fato de haverem evidências suficientes da culpabilidade dele.