Publicado em: segunda-feira, 10/03/2014

Médica suspeita de matar filho e nora estaria sofrendo de depressão

Médica suspeita de matar filho e nora estaria sofrendo de depressãoElaine Munhoz, de 56 anos, uma médica pediatra suspeita de ter assassinado o filho, a nora e depois ter se matado, estaria sofrendo de depressão. Na manhã da última sexta feira, dia 7 de março, ela estava no apartamento do filho quando atirou na namorada dele, Mariana Marques Rodella, 26. O rapaz, Giuliano Landini, 26, teria chegado momentos depois e também sido alvejado. Por último, a pediatra se matou. O crime aconteceu em um condomínio de alto padrão na zona oeste de São Paulo.

A Polícia Militar encontrou os corpos no local as 9 horas, depois do relato de vizinhos que chegaram a ouvir o barulho dos disparos de dentro do apartamento. Mariana e Giuliana eram estudantes do curso de medicina. O delegado que cuida do caso ainda investiga o que houve, afirmando que não é possível ainda afirmar se o crime foi premeditado, revelando que a médica estava fazendo tratamento para depressão, o que pode ter desencadeado este comportamento. A polícia ainda informou que além do tratamento, Elaine também teria passado por quatro sessões de terapia.

A arma usada no crime, uma Taurus calibre 38, não era registrada. O marido da pediatra, que também atua na área médica, declarou a polícia não saber a procedência da arma. A polícia informou que o rapaz, Giuliano, foi atingido por três disparos, enquanto Mariana recebeu dois. Elaine foi encontrada com um único tiro na boca, característica de suicídio. A polícia ainda apurou informações de que a pediatra estaria descontente com o desempenho do filho na faculdade, abaixo do esperado. O delegado afirmou que apesar de sempre ter querido ser médico, Giuliano estaria criando atritos na família ao falta à muitas aulas.

As apurações iniciais da polícia dão conta de que Mariana foi assassinada primeiro, seguido pelo filho e por último a própria médica. Ao total, foram efetuados cerca de oito disparos. Não foi confirmado ainda que a autoria do crime seja da pediatra, mas a hipótese é reforçado pelo relato dos vizinhos, que afirmam que Eliane e o filho brigavam constantemente por não querer que ele se casasse com Mariana. O marido da pediatra e pai da vítima não estava no local no momento do crime, somente uma das empregadas, que ainda deve prestar depoimentos à polícia sobre o caso.