Publicado em: quarta-feira, 06/06/2012

MEC deve criar quase 2,5 mil vagas para medicina até próximo ano

Aloizio Mercadante, o ministro responsável pela pasta da educação no Brasil, revelou na última terça feira (05) a abertura de quase duas mil e quinhentas vagas para cursos de nível superior em medicina. Deste total, aproximadamente mil e quintas delas serão ofertadas em universidades públicas e oitocentas em instituições particulares.

As novas oportunidades devem ser implementadas até o final do próximo ano e, para isso, Mercadante prevê que sejam contratados mais de mil e quinhentos professores através de novos concursos, além de um maciço investimento, no valor de quase R$ 400 milhões na infraestrutura. Mercadante ainda destacou a importância de não agir com atropelo para essa estruturação, principalmente pelo fato de ser um curso de medicina.

Segundo informações do ministro, o aumento no número de vagas em cursos de medicina foi proposto numa ação em conjunto com o ministério da saúde. O que se espera é conseguir mudar o índice da relação entre médicos para cada grupo de mil habitantes, que tem o cálculo elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O cálculo da organização indica que no país a taxa é de quase dois médicos para cada grupo com mil habitantes. Este índice deixa o Brasil atrás de outros países, como Uruguai, Estados Unidos, Reino Unido, França e Cuba.

Demanda nacional

Mercadante ainda declarou que as novas oportunidades nas universidades brasileiras irão representar um aumento de aproximadamente 15% no valor total de vagas ofertadas em todo o Brasil. De acordo com o ministro, a ampliação das vagas acontecerá apenas em instituições consideradas de excelência, com a comprovação ainda de que para a previsão de cada aluno novo, haja também cinco leitos disponibilizados no sistema público de saúde.

“O Brasil não precisa apenas de mais médicos, mas de mais médicos com qualidade”, destacou Mercadante, que ainda chamou a atenção para o fato de que a expansão presente priorizar ainda as regiões quem apresentam uma maior demanda pela profissão. Para isso, como o próprio ministro lembrou, não basta apenas a oferta de vagas nos cursos, mas também políticas que atraiam os profissionais para se fixarem na região.