Publicado em: quinta-feira, 17/11/2011

Mario Monti nomeia ministros para novo gabinete do governo

O novo primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, anunciou na quarta-feira (16) o novo grupo de ministros que vão fazer parte do seu gabinete. No total são 17 ministros que devem trabalhar ao lado do premiê para evitar que a dívida soberana da Itália não piore e afunde a economia do país, consequência da crise econômica que também atingiu Portugal, Grécia e Irlanda. Monti mostrou seu diferencial ao não dar prioridade a políticos na escolha dos ministros.

De modo geral, os ministros do seu governo são acadêmicos, tecnocratas e empresários, mas essa opção ainda é vista com restrições. As reformas que o premiê precisa aprovar para melhorar o país só podem ser aprovadas com a participação da classe política. Para Monti, a prioridade por não políticos visa acelerar o processo de recuperação da Itália. “A não-presença de personalidades políticas no governo facilitará e não dificultará as reformas, porque acabará com um obstáculo,” explicou o premiê.

Monti declarou que um dos seus objetivos é reduzir a preocupação que o mercado financeiro tem com a Itália. A dívida do país italiano chega a quase 2 trilhões de euros. Sabe-se que reformas trabalhistas e no sistema de aposentadoria são essenciais, mas nos últimos anos não foi feito quase nada.

Ao mesmo tempo em que Monti defende que a prioridade por profissionais técnicos seja uma vantagem por não ter interesses políticos no seu gabinete, o premiê continua com a responsabilidade de lidar com essa classe para aprovar as suas reformas. Acredita-se que seu governo será impopular quando aprovar as reformas previstas.