Publicado em: segunda-feira, 28/05/2012

Marcha protesta contra culpabilização das vítimas de violência sexual

A Marcha das Vadias reuniu pelo menos 700 pessoas, de acordo com a Polícia Militar, ontem na região central da capital paulista. A manifestação tem por objetivo denunciar a violência sofrida pelas mulheres e lutar contra a culpabilização das vítimas pela violência sofrida. A organização do evento esperava que pelo menos 400 pessoas comparecessem. Em 2011, esse foi o número estimado de participantes. Este ano a concentração teve início na Praça do Ciclista, próximo à Rua da Consolação. Em seguida, a manifestação percorreu toda a Rua Augusta em direção à Praça da República.
Os manifestantes desfilaram usando roupas íntimas e algumas estavam até mesmo nuas com pinturas pelo corpo. Muitas também usavam roupas decotadas e curtas para chamar a atenção.

Evento ocorreu em varias cidades e marcou o final de semana

A marcha também aconteceu em outras 19 cidades do Brasil, entre elas Brasília, Rio de Janeiro, Vitória, São Paulo, Belo Horizonte, São Carlos (SP) e Sorocaba (SP). O evento também ocorreu em Toronto, no Canadá. Segundo a historiadora Gabriela Alves, uma das organizadoras do evento em São Paulo, a mobilização ocorreu pelas redes sociais. Conforme disse Alves, foi uma “organização horizontal”. Esse evento teve início em Toronto, no Canadá, depois de um policial declarar que para evitar estupro, as mulheres não deveriam se vestir “como vadias”.

Estudantes e grupos feministas querem conscientizar a sociedade

Em função da revolta pela opinião do policial, estudantes e grupos feministas passaram a protestar contra a declaração e também com o objetivo de conscientizar a população de que as mulheres não devem ser culpadas pelos estupros pela roupa que vestem ou pelo seu comportamento. Alves disse que em São Paulo, a manifestação conta com o apoio de diversos grupos feministas, mas a participação é heterogênea. Janaina Leslão Garcia, psicóloga que participa da marcha, disse que é um absurdo que em 2012, as mulheres ainda sejam culpadas pela sociedade pela violência sexual que sofrem.