Publicado em: terça-feira, 04/10/2011

Mantega comentou que governo deve continua com taxa cambial flutuante

Nesta segunda-feira (3), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a afirmar que o governo federal não está considerando estabelecer uam taxa cambial fixa nos próximos meses. Na última semana, o Banco Central teve que tomar novas medidas para conter a alta do dólar e a crescente desvalorização do real.

“O câmbio seguirá flutuante no Brasil e, nas atuais condições, com um menor fluxo de recursos para os países emergentes, teremos um real menos supervalorizado. Mas, não sei em qual nível, porque não há um valor ideal de câmbio”, comentou o ministro durante uma entrevista coletiva realizada em São Paulo.

O ministro explicou a turbulência a partir das dívidas brasileiras. De acordo com Mantega, decido a alta da moeda norte-americana e do mercado turbulento “a dívida do país desceu de 39,8% para 39,2% do PIB (Produto Interno Bruto) e tende a cair mais”.

No mês passado, o real conseguiu perder 19^diante ao dólar e registrou o seu patamar mais baixo desde junho do ano passado, influenciado pelas incertezas sobre o cenário econômico mundial. Nesta segunda-feira, o real chegou a apresentar nova valorização de 2%, porém, o banco Central atuou com uma nova injeção de dólares no mercado e conseguiu contar a alta em 0,59%.

Depois de uma reunião junto aos diretorias da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Mantega ainda comentou sobre as taxas de juros aplicadas no pais, que mesmo após registrar a redução da taxa básica, a Selic, os juros continuam entre os mais altos do mundo.

“A taxa de juros ideal seria entre 2% e 3%, porém é óbvio que isso não se alcança da noite para o dia e nem seria (agora) prudente”, disse Mantega. O ministro garantiu que o país está atento as taxas de inflação e que existem muitas formas de combater a crise, caso seja necessário. “Temos muita munição que podem ser usada em caso de necessidade, mas queremos usar mais instrumentos monetários que fiscais”, afirmou.