Publicado em: sexta-feira, 05/08/2011

Manifestações no Chile deixam mais de 500 estudantes presos

Pesquisa divulgada nessa quinta-feira (04) mostra que o governo do presidente chileno, Sebastián Piñera, tem 26% de aprovação após um ano e meio no poder. Esse índice é o menor já registrado nos últimos 20 anos em que o Chile conta com um regime democrático. Ao mesmo tempo, cerca de 500 estudantes foram detidos por conta de manifestações contra a política pública de educação e pelo menos 100 ficaram feridos.

Quando Piñera foi eleito, sua campanha defendia que iria administrar o país como se fosse um empresa, sendo que o presidente é um empresário bilionário no país. Porém, ao mesmo tempo em que o Chile mostra crescimento econômico com o alto preço do cobre, as políticas destinadas para a educação, meio ambiente e mineração tem se desgastado na opinião pública. Os estudantes completaram dois meses de protestos e as manifestações de ontem marcam três dias após o Ministério da Educação apresentar uma nova possibilidade para atender aos seus pedidos.

Responsável pela liderança estudantil, Camilla Vallejo afirmou que a atitude to governo em apostar na repressão policial para conter as manifestações mostra que as autoridades não entendem “a magnitude” dos protestos. Além disso, Vallejo defende que tais manifestações são inerentes à democracia.

De acordo com os interesses dos estudantes, Vallejo explica que a nova proposta do Ministério da Educação não contempla o ensino gratuito nas universidades, sendo que essa é uma das principais reivindicações do movimento estudantil. Em complemento às manifestações, cerca de 40 alunos deram início a uma greve de fome.