Publicado em: segunda-feira, 21/05/2012

Manifestação no Parque Ibirapuera pede pelo veto ao Código Florestal

É nesta semana que a presidente Dilma Rousseff (PT) deve sancionar ou vetar o texto do Código Florestal que foi aprovado no Congresso. Por isso, centenas de pessoas vestidas de verde estiveram ontem, domingo (20), no parque do Ibirapuera, em protesto contra a aprovação na legislação.

Encabeçando o movimento estava a Fundação SOS Mata Atlântica, com a presença de mais de 1,5 mil manifestantes. A frase que tem sido alardeada pelas redes sócias, Veta Tudo, Dilma, ela o mote da campanha, junto com o Floresta faz a Diferença. Um caminhão de som contou com a palavra de diversos manifestantes e políticos, que solicitavam o veto à presidente.

“As mudanças não só prejudicam a nossa biodiversidade como têm por trás uma visão agrário-exportadora, que visa ao lucro imediato e reprimariza a economia do País”, declarou Ivan Valente (Psol-SP), deputado federal. “O governo brasileiro deu espaço para crescer a uma bancada ruralista que atua muitas vezes contra o interesse nacional. Ou a presidência veta esse projeto, ou cede aos ruralistas e à governabilidade que vai levar o País pra trás”, concluiu ainda.

Outra representante atuante na manifestação era o ator Vitor Fasano. “O Brasil não pode assumir essa posição retrógrada. Já temos terras suficientes para triplicar a nossa atual produção agrícola, não temos que avançar nas florestas”, criticou Fasano. “Temos que ter um Código Florestal equilibrado, feito com base em estudos científicos, não fruto de pressões e articulação política”, encerrou.

Resultado

A participação no movimento foi grande, comemorado pela coordenadora da Rede de Águas da SOS Mata Atlântica, Maria Luisa Ribeiro. Ela destacou ainda o nível de engajamento da população, que pode ter aumentado pela divulgação na causa nas redes sociais e o apoio de celebridades em favor do veto.

Análises tendem para o veto parcial da presidente ao novo texto. De acordo com Maria Luisa, a SOS Mata Atlântica defende o veto total do texto. “O acordo político não foi feito com a sociedade. O Código vai ficar uma colcha de retalhos que não protege nem o pé, nem a cabeça”.