Publicado em: quarta-feira, 06/06/2012

Manifestação de estudantes na porta do MEC termina em confusão

Na tarde de ontem, terça feira (05), diversos estudantes se reuniram em frente ao Ministério da Educação (MEC), onde realizavam um manifesto de apoio à paralisação dos docentes de instituições de ensino superior a nível federal. A manifestação terminou em confusão, depois que os manifestantes chegaram a quebrar a vidraçaria da porta, além de algumas janelas no andar térreo do prédio. Os policiais que acompanhavam a movimentação confrontaram-se com os estudantes.

Daniel Iliescu, presidente da UNE, a União Nacional dos Estudantes, informou que o grupo de manifestantes que chegou a depredar o prédio representa uma minoria do movimento, que agiu sem que a decisão fosse tomada conjuntamente entre o grupo. Mesmo discordando da ação dos vândalos, o presidente da União criticou a forma truculenta de ação dos policiais.

Manifestação

Mais de mil estudantes que cursam ensino superior em universidades federais esteve reunido e concentrado na porta de entrada do ministério. A manifestação tinha o objetivo de declarar o apoio dos estudantes à greve dos professores, que já dura mais de vinte dias.

Em algumas universidades, foram também os alunos que decretaram greve por parte dos estudantes. Segundo o presidente da UNE, ainda existe uma possibilidade que os estudantes optem pela realização de uma greve nacional. A proposta será votada ao longo de uma reunião do Conselho Nacional de Entidades Gerais, que estará reunindo, ainda este mês, diretórios centrais estudantis (DCE) das instituições de ensino superior federais.

Aloizio Mercadante, ministro da pasta de educação, esteve na tarde de ontem também reunido com o comando da greve nacional dos professores, onde foi informado que as discussões sobre negociação das reivindicações serão retomadas apenas na próxima semana. A afirmação do ministro ainda é que a greve é precipitada, mas considera natural que os estudantes tenham se envolvido na causa. A briga dos professores é pela revisão do plano de carreira, com base em um acordo feito em 2011, onde o governo prometeu conceder reajuste de 4%, além de outros benefícios.