Publicado em: sexta-feira, 21/02/2014

Mais uma greve pode atrasar o calendário de aulas dos alunos de universidades federais

Mais uma greve pode atrasar o calendário de aulas dos alunos de universidades federaisProfessores e funcionários de universidades e institutos federais devem parar no dia 19 de março. A paralisação foi decidida durante congresso do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes -SN), realizado no último fim de semana.

A retomada da greve federal, que foi paralisada em 2012, é uma das possibilidades. Os professores buscam a reestruturação da carreira docente, além de melhores salários e condições de trabalho. Segundo o sindicato, uma reunião em março vai definir a retomada ou não da greve geral.

Nos dias 24 e 28 de março acontecerão rodadas de assembleias gerais, e nos dias 29 e 30, haverá uma reunião, em Brasília, para a decisão final. Em 2012, a greve de professores das universidades e institutos federais durou quase quatro meses, teve início em 17 de maio e adesão de 58 universidades federais. Apenas a Universidade Federal do Rio Grande do Norte não aderiu ao movimento.

As negociações que levaram ao fim da interrupção nas atividades gerou acordo com a Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições federais de Ensino Superior), que previa reajustes de 25% a 40% até 2015, além da redução de 4 níveis de carreira, passando de 17 para 13.

Funcionários já têm greve definida

A parte técnico-administrativos das instituições federais de ensino superior já confirmaram a greve, a partir do dia 17 de março. A Fasubra (Federação de Sindicato de Trabalhadores Técnico-Administrativo em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil) declarou que os funcionários exigem o cumprimento integral dos acordos realizados em 2012, que resultaram no fim da greve geral da categoria.

Entre as reivindicações estão a implementação da jornada de 30 horas semanais. A Fasubra afirma que esta determinação existe por decreto presidencial, mas não é cumprida por muitas universidades. Além disso, os profissionais pedem abertura imediata de concursos públicos, insalubridade e aprimoramento da carreira.