Publicado em: sábado, 03/05/2014

Mãe que conciliou gestação e tratamento contra o câncer, dá a luz à um bebe saudável

Mãe que conciliou gestação e tratamento contra o câncer, dá a luz à um bebe saudávelA bancária Cintia Valle, de 39 anos, recebeu uma notícia que a deixou muito feliz, o de sua gravidez, contudo, a gravidez não chegou em um momento muito oportuno, porque ela estava fazendo uma bateria de exames que a levariam a um diagnóstico de câncer. Em meio a gravidez e a uma doença grave, ela chegou a ser aconselhada pela equipe médica a possibilidade de ter que interromper sua gestação para que ela possa fazer o tratamento, entretanto, os médicos verificaram sua situação e resolveram adiar a quimioterapia para o segundo trimestre da gestação quando a medicação, – que geralmente é muito forte -, não traria mais nenhum tipo de risco ao feto.

Além de todo a preocupação e o cuidado com essa gravidez, temendo que o pior pudesse acontecer, ela teve um final feliz. Cintia conta que seu bebe, Lucas, hoje com 9 meses, nasceu saudável e ela conseguiu fazer o câncer regredir, e a melhora foi tão boa que ela já até voltou a trabalhar. Na semana passada um caso semelhante ao de Patrícia apareceu, mas não teve um final tão feliz assim. A funcionária pública, Patrícia Alves Cabrera, decidiu interromper a quimioterapia para proteger seu bebe e acabou morrendo na semana passada, pouco tempo após ter passado por um parto prematuro.

Exemplo para outras famílias

Cintia e seu marido que procuraram a reportagem do G1 para relatar a história, afim de que ela possa alcançar muitas famílias que passam pelo mesmo drama e não tem mais esperanças. Entretanto, não é sempre que o tratamento do câncer é compatível a gravidez, casa caso depende da decisão final do paciente, e de acordo com os especialistas, mesmo a quimioterapia não sendo um tratamento recomendado no primeiro trimestre de gravidez, existem outros tipos de medicamentos que podem ser usados com tranquilidade a partir do segundo trimestre de gravidez. “Existem vários casos de pacientes que recebem quimioterapia nesse período e isso não impacta em uma maior taxa de malformação”, afirma a oncologista clínica Solange Moraes Sanches, do A.C.Camargo Cancer Center.