Publicado em: quinta-feira, 24/04/2014

Mãe do dançarino DG acredita que polícias torturam e mataram seu filho

Mãe do dançarino DG acredita que polícias torturam e mataram seu filhoAinda passando pelo momento delicado após a perda do filho, a auxiliar de enfermagem, Maria de Fátima Silva, de 56 anos, mãe do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, de 26 anos, mais conhecimento como DG, está ajudando nas investigações e prestou depoimento na tarde dessa quarta-feira (23), na 13ª Delegacia de Polícia Ipanema, que está responsável pelas investigações.

Antes de dar seu depoimento, ela diz que tem toda certeza que seu filho foi torturado e morto por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Pavão-Pavãozinho. “A UPP é um farsa, uma mentira. Meu filho não morreu de queda. Tenho certeza que os policiais torturaram e mataram ele. A morte dele não vai ficar por isso mesmo, vou processar o Estado”, afirma. A mãe do dançarino também disse que quando o filho foi encontrado no pátio de uma creche no alto da favela, seu corpo e documentos estavam molhados, o que a faz ter mais certeza da tortura.

Ela conta que, não choveu entre a noite de segunda e a madrugada de terça – quando o crime teria acontecido. “Meu filho teve afundamento na cabeça, um corte no supercílio e está com o nariz machucado, com uma mancha roxa”, diz. Maria de Fátima não quer que o corpo do filho seja maquiado pela funerária para ser velado. O enterro acontecerá as 15h desta quinta-feira (24), no cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul do Rio. “Quero que ele seja enterrado sem maquiagem para que todos vejam o que fizeram com meu filho”, declara.

Laudo preliminar

Durante uma entrevista, a mãe de DG mostrou o laudo preliminar no qual revelava a causa da morte do dançarino, e constava como “hemorragia interna decorrente de laceração pulmonar decorrente de ferimento transfixante do tórax devido ou como consequência de ação pérfuro-contundente”, contudo, o laudo definitivo só deverá sair daqui 30 dias. A enfermeira diz que se no laudo não apontar exatamente o que aconteceu com seu filho, ela mandará desenterra-lo para que se faça um outro laudo.