Publicado em: quinta-feira, 29/03/2012

Mãe de bebê morto em carro diz que jamais faria mal a ele

A jovem Andressa Prado de Olivera, de 26 anos, mãe da criança de um ano que foi achada morta no interior do carro da família, declarou que não imaginava que uma tragédia como essa pudesse via a acontecer. Ela disse amar o filho e garantiu que nunca faria nenhum mal para ele, justificou-se dizendo que inclusive possui uma tatuagem com o nome dele. O bebê foi encontrado morto durante a tarde de terça-feira (27) dentro de um carro que estava com os vidros fechados, no Setor Santa Luzia, na cidade de Aparecida de Goiânia.

Segundo a mãe da vítima, que está grávida de cinco meses de um novo filho, o menino gostava de ir para dentro do carro para brincar. Ele foi colocado em torno das 9h pela mãe, que tomou um remédio para enjoo e foi se deitar. Ela teria acordado apenas por volta das 13h, no momento em que seu marido, que não é o pai do menino morto, a chamou para dar notícia que o bebê havia falecido. Ela contou que o bebê estava fazendo manha e por isso ela a colocou dentro do carro, já que ele gostava de brincar lá, frisou dizendo que ao fazer isso, ele se acalmava. Ela sempre deixou os vidros abertos e não sabe dizer como não notou o vacilo em manter os vidros fechados.

De acordo com as informações do perito criminal Rogério Macedo, a criança foi encontrada com manchas no corpo e secreção na garganta. O bebê teria morrido, possivelmente, por asfixia, já teria obstruído as vias respiratórias. Após vomitar, ele teria regurgitado o material. Contudo isso apenas será comprovado depois de uma autópsia.

Já Myriam Vidal, delegada responsável pelo caso, falou que Andressa pode responder por homicídio doloso, quando há intenção de matar, já que la ela tinha conhecimento dos riscos quando deixou a criança dentro do veículo. Para ela a mãe é obrigada legalmente a proteger a criança e ao colocar o bebê no carro com os vidros fechados embaixo se sol, a mãe assumiu o risco do óbito.