Publicado em: quinta-feira, 03/11/2011

Mãe de Assange exige que governo australiano impeça extradição de seu filhos aos EUA

A mãe de Julian Assange, fundador do portal WikiLeaks, pediu ao governo australiano que impeça a extradição de seu filho aos Estados Unidos, de acordo com informações publicadas pela imprensa local nesta quinta-feira (03). Na quarta-feira (02) foi confirmado que o idealizador do WikiLeaks será entregue à Suécia, por determinação do Superior Tribunal de Londres, onde está sendo processado por agressão sexual e estupro. Assange ainda tem 14 dias para recorrer da decisão.

Atualmente, Assange está em prisão domiciliar no Reino Unido desde dezembro. Christine Assange, sua mãe, exige que Canberra intervenha no processo para que o fundador do WikiLeaks não seja levado aos Estados Unidos. As informações são da agência local ‘AAP’. Para Christine, o Governo deve ter em mente que Assange corre um ‘perigo claro e iminente’, sendo que ela respalda tal crença no relatório de opiniões legais e diplomáticas que foram entregues a um grupo de legisladores em março.

“O que quero é que o Governo australiano aja com base nas recomendações que lhe deram seus próprios advogados e diplomatas e que exija que Suécia e Reino Unido deem, por escrito, garantias humanitárias assegurando que Julian não será extraditado aos Estados Unidos. Se isto acontecesse, eu acho que Julian iria para a Suécia sem resistir,” defendeu Christine.

No entendimento da família Assange, os motivos que o levariam a ser extraditado aos Estados Unidos seriam políticos, sendo que a maior parte de documentos confidenciais publicados no WikiLeaks dizem respeito ao Governo deste país. Assange também acredita que o processo na Suécia está sendo promovido desde os Estados Unidos