Publicado em: quinta-feira, 10/11/2011

Lupi pede desculpas à Dilma e se defende em reunião na Câmara

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), declarou durante a reunião na Câmara organizada para esclarecer as acusações contra o Ministério, que não teve intenção de ofender a presidenta Dilma Rousseff (PT) quando afirmou que só sai da pasta “abatido a bala”, declaração que foi interpretada como uma afronta ao governo. O ministro se desculpou e completou a sua retratação afirmando que ama a presidenta.

“Presidente Dilma, desculpe se fui agressivo, não foi minha intenção: eu te amo. Eu reajo agindo, eu gosto de fazer o embate. Às vezes exagero. Peço desculpas públicas porque tenho humildade para isso. São 200 dando tiros na gente, falei nesse sentido. Posso ser tudo menos uma pessoa deselegante, despreparada. Peço desculpas públicas. Desde que entrei no ministério tem gente querendo me derrubar. Tem até bolsa de aposta,” explicou o ministro perante a Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara.

A fala de Lupi foi considerada exagerada por diversos segmentos do governo, inclusive por pedetistas. O partido divulgou um comunicado oficial fazendo a retratação para tentar minimizar os danos. Ex-integrantes do PDT também lançaram críticas contra Lupi e o ministro se defendeu das acusações repetindo que tal esquema não existe dentro da sua atuação na pasta.

O ministro destacou em outros momentos que o Ministério do Trabalho conta com cerca de 10 mil funcionários e que ele não tem como acompanhar as atividades de cada profissional. De acordo com Lupi, a equipe que trabalha diretamente com ele não está envolvida em nenhum caso de desvio de verbas.