Publicado em: sábado, 22/03/2014

Lula classificou a declaração de Dilma sobre a aprovação da Pasadena, como um “tiro no pé”

Lula classificou a declaração de Dilma sobre a aprovação da Pasadena, como um “tiro no pé”O ex-presidente da República, Luiza Inácio Lula da Silva, parece não ter gosta nada da declaração de Dilma Rousseff sobre a aprovação da compra da refinaria de Pasadena, localizada no estado americano do Texas, isso aconteceu quando a presidente estava liderando o conselho de administração da empresa. Em algumas conversas não públicas, Lula criticou a posição da presidente de causar dúvidas sobre o embasamento técnico e jurídico sobre a compra da refinaria, ele acredita que, Dilma acabou agindo por impulso com essa estratégia, e tudo se deu porque tentou tirar o foco das investigações sobre ela, temendo os resultados e o desgaste por ser ano eleitoral, entretanto, ao invés de prevenir, acabou abrindo mais espaço para a oposição criticar e expor problemas.

Lula classifica a medida como um “tiro no pé”, porque com isso, trouxe crise para o Planalto, que até então, estava somente dentro da Petrobrás, mas a partir de agora os argumentos podem ser usados pela oposição contra a própria petista, que viria a prejudicar.

Como o esperado, na última quinta-feira (20), o senador e pré-candidato à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB), solicitou a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobrás, que avalie a compra feita, e do outro lado outro opositor e também pré-candidato à Presidência, governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), também se manifestou sobre o assunto, criticando em seu perfil nas redes sociais as possíveis irregularidades acerca da compra da refinaria e ainda disse que, o Brasil está surpreso mediante as notícias veiculadas se tratando da Petrobrás.

Justificativa

Dilma tentou se justificar sobre seu voto a favor da compra da refinaria, que deu em 2006, ela disse que aprovou a operação apoiando-se em um parecer técnico e juridicamente falho, por não conter na época uma informação de cláusulas, sendo assim, se soubesse disso anteriormente, segundo ela, não seriam aprovadas.