Publicado em: sexta-feira, 22/07/2011

Líderes mundiais fecham novo pacote de 108 bilhões de euros para resgate à Grécia

Os líderes da União Européia se reuniram nesta quinta-feira (21) para fechar o novo acordo referente ao segundo resgate à Grécia, que inclui a participação do setor privado. O novo pacote será no valor de 109 bilhões de euros, equivalente e R$ 244 bilhões. O setor provado vai contribuir com o auxílio no valor de 37 bilhões de euros (R$ 82 bilhões).

Para os próximos 30 anos, o setor provado deve ter a contribuição de 135 bilhões de euros (R$ 302 bilhões), segundo informou o presidente da Franca, Nicolas Sarkozy. A participação de bancos privados no auxílio financeiro aos gregos deverá ser considerado um calote, mesmo parcial, pelas agencias de classificação de risco.

O presidente francês se recusou a utilizar a palavra “default” ou moratória. Ele afirmou que default parcial não faz parte do seu vocabulário. Com a manifestação das críticas das agências de classificação de risco nos últimos meses, Sarkozy garantiu que a França e a Alemanha pretendem avançar na criação de uma nova agência de classificação européia.

Sarkozy ainda disse que com a ajuda da União Européia, a dívida grega deve reduzir em 12%. Atualmente, a dívida soma a quantia de 50 bilhões de euros. Uma das principais contribuições da UE para ajudar a Grécia é a flexibilização das condições de empréstimo ao país. As taxas de juros devem ser reduzidas em 4,5% para 4% a 3,5% ao ano. O prazo de pagamento também deve ser prolongando, de 7,5 anos para, no mínimo, 15 anos. O prazo pode se estender a 30 anos, sendo prorrogáveis por mais 10 anos.

A Irlanda e Portugal, que também recebem auxílio da União Européia e do Fundo Monetário Internacional (FMI), também passarão a ser beneficiadas com as novas condições de ajuda.