Publicado em: quarta-feira, 23/04/2014

Líderes da oposição querem explicação de Gabrielli sobre a compra da refinaria de Pasadena

Líderes da oposição querem explicação de Gabrielli sobre a compra da refinaria de PasadenaDepois de tanta discussão acerca do assunto, ainda há uma grande briga que foi formada entre o governo federal e a antiga direção da Petrobras sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), por conta disso, a oposição fez questão de convidar o ex-presidente da estatal do petróleo Sérgio Gabrielli para ir ao Congresso Nacional falar sobre o assunto e esclarecer sobre o prejuízo de US$ 530 milhões com essa aquisição.

Líderes dos partidos PSDB, DEM, PPS e Solidariedade planejam apresentar essa semana um requerimento na Câmara dos Deputados para que po ssam escutar as justificativas do ex-dirigente da empresa. No último domingo (20), o ex-presidente da Petrobras aceitou dar uma entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, durante a conversa, ele afirmou que a presidente Dilma Rousseff, não pode fugir de sua responsabilidade, que a envolve em toda a polemica em torno da compra feita em 2006, nessa época em que a Petrobrás fez a transação de parte da refinaria norte-americana da empresa belga Astra Oil, Gabrielli estava no comando da petroleira e Dilma estava à frente da Casa Civil e do conselho de administração da estatal.

No mês passado, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência divulgou uma nota oficial e destacou que o conselho de administração presidido por Dilma aprovou a compra da refinaria do Texas se embasando no documento no qual consta que é “técnica e juridicamente falho”. Ainda de acordo com a nota, o relatório que foi entregue aos conselheiros, omitia duas cláusulas que, mais para frente, obrigavam a estatal a comprar parte da Astra Oil.

Assumindo a responsabilidade

Durante uma entrevista feita com Gabrielli, ele revelou que possui responsabilidade no relatório que foi entregue ao conselho administrativo, mas dividiu este ônus com a chefe do Executivo federal. “Eu sou responsável. Eu era o presidente da empresa. Não posso fugir da minha responsabilidade, do mesmo jeito que a presidente Dilma não pode fugir da responsabilidade dela, que era presidente do conselho. Nós somos responsáveis pelas nossas decisões. Mas é legítimo que ela – Dilma – tenha dúvidas”, declara o ex-presidente da Petrobras.