Publicado em: terça-feira, 03/02/2015

Libéria inicia testes de duas vacinas contra o ebola

Começaram na última segunda feira, dia 2 de fevereiro, os primeiros testes clínicos com as duas mais promissoras vacinas contra o ebola, na Libéria. Os testes estão acontecendo em um dos países que estão sendo mais afetados pelo vírus, de acordo com informações da Prevail. Uma das vacinas é o ChAd3, que foi formulado por uma companhia britânica, a GSK (GlaxoSmithKline), em parceria com o Instituto americano de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID) e do rVSV-ZEBOV. Em um comunicado, a Parceria para a Pesquisa sobre Vacinas anti-Ebola na Libéria (Prevail) informou que as duas vacinas já indicaram serem capazes de proteger os animais contra o vírus do ebola e também vem sendo consideradas seguras com os testes realizados com humanos na América, Europa e África.

O texto informa ainda que os testes começaram no hospital Redemption em Monróvia, além de outros hospitais que serão inclusos mais tarde, depois que o teste for realizado com 600 primeiros pacientes. Os testes foram iniciados de forma oficial neste hospital, durante uma cerimônia oficial, que contou com a presença de Joseph Boaikai, o vice presidente da Libéria. O vice presidente declarou que espera que esse projeto científico possa ser a resposta ao mistério que o Ebola representa ainda hoje no mundo.Libéria inicia testes de duas vacinas contra o ebola

No Reino Unido, o diretor da empresa que financia as pesquisas contra a doença, a Wellcome Trust, Jeremy Farrar afirmou que era algo fantástico que já estivessem acontecendo na Libéria os primeiros testes com as vacinas em grande escala, especialmente por se tratar de um país que está sofrendo demais com a epidemia de ebola. Até o momento, foram contabilizados pelo menos 3.700 pessoas mortas somente na Libéria, do total de nove mil vítimas fatais que o ebola já fez em todo o mundo. Os pesquisadores querem atingir 27 mil mulheres e homens, com mais de 18 anos, e com boa saúde para testar a doença.

Entre os efeitos colaterais, os pesquisadores preveem inflamações, dores e até inchaço nos braços, além de dor de cabeça, febre e leve fadiga. Os sintomas devem desaparecer sozinhos com o tempo.