Publicado em: segunda-feira, 01/09/2014

Leandro Boldrini faz revelações sobre a morte da ex-mulher na prisão

Leandro Boldrini faz revelações sobre a morte da ex-mulher na prisãoO caso do menino Bernardo Boldrini, está longe de chegar ao fim. Seu pai, acusado de ser mandante do crime, o cirurgião Leandro Boldrini, está preso preventivamente no Rio Grande do Sul, falou sua versão sobre a morte da ex-mulher, Odilaine Uglione, em 2010. Durante uma gravação feita enquanto ele estava na prisão, Leandro conta que Odilaine levou uma arma até a clínica onde ele trabalhava em Três Passos, Noroeste do estado, e que a ex-mulher sacou a arma de dentro da bolsa que ela tinha no colo, com a mão direita, olhou para ele e apontou a arma em seus olhos, alegando que logo pensou que iria morrer.

Na época, a investigação da Polícia Civil, havia chegado à conclusão que ela teria se suicidado, mas a avó materna do menino, Jussara Uglione, contestou essa versão dos fatos. Em contraponto, Leandro afirma que não viu o que aconteceu depois que teve a arma apontada para si, dizendo que procurou se abaixar e depois saiu pelo lugar onde tinha entrado, ouvindo o disparo, mas destaca que achou que o tiro havia o acertado.

O corpo do menino Bernardo foi achado no dia 14 de abril, ele estava enterrado em um terreno baldio na área rural de Frederico Westphalen, há 80 quilômetros de Três Passos, no noroeste do estado, onde morava com a família. O garoto estava desaparecido desde o dia 4 de abril. Boldrini é acusado de ser o mandante do crime, e com ele estão sendo julgados: a madrasta, Graciele Ugulini, a amiga Edelvância Wirganovicz e o irmão Evandro Wirganovicz. Todos estão presos, aguardando julgamento. Eles respondem pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Caso reaberto

Além disso, o advogado da avó de Bernardo, Marlon Taborda, irá pedir a reabertura das investigações sobre o suicídio da mãe do menino, isso só aconteceu, após Taborda ter visto o vídeo que mostra a briga entre a criança, Leandro Boldrini e Graciele Ugulini. Os vídeos haviam sido removidos do celular do médico, contudo, foram recuperadas pelo Instituto Geral de Perícias (IGP).