Publicado em: quarta-feira, 26/02/2014

Justiça nega habeas corpus para acusados da morte de cinegrafista

Justiça nega habeas corpus para acusados da morte de cinegrafista em manifestaçãoOs acusados de matar o cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade, tiveram o pedido de habeas corpus negado pela Justiça do Rio na tarde da última terça-feira (25). Sob a alegação de que não há embasamento para que Caio Silva de Souza e Fábio Raposo fossem soltos, o desembargador Marcos Quaresma decidiu que os dois serão mantidos presos até a segunda ordem.

Os dois foram indiciados pelo Ministério Público sobre os crimes de homicídio doloso triplamente e também pelo crime de explosão. O cinegrafista foi alvejado na cabeça por um rojão quando registrava um protesto no Rio de Janeiro, no dia 6 de fevereiro. Desde então, estão presos em Bangu.

Na quinta-feira passada (20), a justiça do Rio de Janeiro anunciou que os dois presos teriam a prisão preventiva e aguardarão o julgamento, e caso sejam condenados, a pena pode chegar a até três décadas.

Para o Ministério Público, os dois jovens atuaram juntos na crime e mesmo sem a intenção de ferir ou não, tiraram a vida do cinegrafista que registrava o protesto. A promotora Vera Regina de Almeida, conta que os jovens não pensaram na gravidade do ato e nas pessoas que poderiam ser atingidas pelo artefato explosivo, o que de fato aconteceu.

No texto encaminha do à justiça fluminense, a promotora comenta que o fato dos dois terem acendido o rojão, já dá a entender que ambos assumiram o risco de matar, pois havia várias pessoas na manifestação.

O tatuador Fábio Raposo foi preso no dia 9 de fevereiro, enquanto Caio foi encontrado na Bahia no dia 12, em uma tentativa de fugir para o Ceará. As investigações do caso foram bastante rápidas, e já no dia seguinte à prisão de Caio, ouviram os últimos depoimentos. Em seguida, o inquérito de 175 páginas foi encaminhado pelo Ministério Público para que a prisão dos dois fosse decretada.