Publicado em: sábado, 10/11/2012

Justiça mantém bloqueio do “Ai se eu te pego” e multa Michel Teló em R$ 2 mi

Alguns meses atrás o cantor sertanejo Michel Teló ficou conhecido internacionalmente pelo hit “Ai se eu te pego”. Até o jogador do Real Madri, Cristiano Ronaldo entrou no ritmo e embalou um de seus gols. Mas o que o público do cantor não esperava é que ele fosse processado por ter “roubado” a canção de alguns jovens, que agora exigem receber pelos direitos autorais.

E em decisão da 2° Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba, todos os recursos de Teló e da Editora Musical Panttanal Ltda se mantiveram bloqueados de todos os lucros bem como das receitas da canção. A decisão se deu de forma unânime. O cantor e sua editora moveram um recurso contra a decisão do juiz Miguel de Britto Lyra, que determinou no mês de março deste ano que fosse realizado o bloqueio de todo o faturamento da música. Márcio Garcia, seu advogado, afirmou que tal decisão faz com que Michel e sua empresa fiquem na obrigação de terem que consignar em juízo todo o lucro que vier proveniente da música. O cantor já foi multado recentemente em R$ 2 milhões por não ter feito o depósito de uma alta quantia em dinheiro pela venda da canção, e caso não venha a pagar ele terá seus bens bloqueados, até mesmo um apartamento que tem em São Paulo.

A história da canção

Três estudantes estão reivindicando na justiça o direito de terem participação nos lucros da música “ai se eu te pego”, já que se entendem como coautoras. O problema é que o cantor está apenas reconhecendo os baianos Sharon Aciolly e Antônio Digss, além de outras três estudantes : Aline Medeiros, Karine Assis Vinagre e Amanda Cruz.

Segundo as outras três estudantes que estão processando o cantor (Maria Eduarda, Marcela Ramalho, Amanda Queiroga), as meninas estavam em uma viagem pela Disney, em Orlando nos Estados Unidos, quando criaram o refrão do hit, no ano de 2006. Já no ano de 2008 Marcela, Karine e Aline viajaram em férias para Porto Seguro, e acabaram assistindo á um show de cantores locais. No meio da apresentação as meninas começaram a gritar para a banda o refrão, e a cantora Sharon começou a repetir. Então a cantora com seu parceiro, Digss, decidiram aperfeiçoar a letra e deram aval para Michel Teló gravá-la. Em fevereiro os advogados do cantor foram á João Pessoa e conseguiram fechar um acordo com as estudantes Amanda, Karine e Aline. Mas as outras envolvidas também decidiram entrar com uma ação contra o sertanejo.