Publicado em: sexta-feira, 26/07/2013

Justiça estadunidense acusa hackers de maior cibercrime do país

Justiça estadunidense acusa hackers de maior cibercrime do paísA Justiça dos Estados Unidos da América fez a acusação de cinco suspeitos por ter invadido sistemas e fraudado cartões de crédito, o que custou para as empresas afetadas um montante de 300 milhões de dólares, de acordo com informações dadas pela Reuters, agencia de notícias, nesta quinta-feira, dia 25 de julho. Os promotores envolvidos no caso aponta este como o maior dos crimes de ordem cibernética na história do país norte-americano.

As empresas atingidas foram em torno de 15, entre elas a Nasdaq, Dow Jones, JetBlue, 7-Eleven e JCPenney. Os hackers formaram um grupo com quatro homens, sendo três deles russos e um deles ucraniano, a idade deles era de 20 até 32 anos. As invasões que fizeram as redes das vítimas se deram entre os meses de agosto do ano de 2005 até p mês de julho do ano passado.

Entre os integrantes deste grupo, um deles teve indicação separada por invadir servidores de operações na Nasdaq, no anos entre 2008 até 2010, fazendo manipulação de dados. O hacker acusado não teria chego a invadir por completo a plataforma que gerencia a negociação de ações, de acordo com as autoridades estadunidenses, como informa a agência EFE.

Segundo os promotores explicam os cartões que os hackers conseguiam eram comercializados, vendidos para criminosos por apenas dez dólares a unidades de cartões dos EUA e 15 dólares para cartões canadenses, já os cartões europeus que contam com microchips eram mais caros, custavam 50 dólares.

Segundo informam as autoridades do Estado de Nova Jersey, cada um dos envolvidos no grupo tinha a sua função e especialidade, Vladimir Drinkman, russo com 32 anos de idade e Alexandr Kalinin, também russo e 26 anos faziam as invasões das redes para o outro russo Roman Kotov, com 32 anos, explorar dados destas redes já então comprometidas. O ucraniano Mikhail Rytikov, com 26 anos de idade cuidava de acobertar as atividades usando os serviços de hospedagem que funcionam on-line e são anônimos, que eram desenvolvidos e fornecidos por ele.

O último, Dmitriy Smilianets, russo de 29 anos, vendia estes dados que eram roubados e fazia a distribuição de lucros.

O procurador Paul J. Fishman afirma que o crime do grupo é já vanguarda, quem possui experiência interesse em invadir redes podem ameaçar o bem-estar da economia, a privacidade e também a segurança nacional.

Ainda existe uma acusação para um hacker de co-conspirador, Albert Gonzalez, ele já cumpre uma pensa de 20 anos após declarar sua culpa em colaborar com um esquema de fraude roubando milhões em dólares de cartões de débito e crédito, também com crime cibernético que está junto a este entre os maiores da história daquele país.

Os acusados Drinkman e Smilianets viajavam para a Holanda em junho do ano passado quando foram presos. Smilianets no mês de setembro também de 2012 foi extraditado e tem o dever de ir para a Corte federal de Apelações em New Jersey até o prazo da próxima semana. Drinkman aguarda na Holanda por audiência de extradição.