Justiça do Chile irá investigar morte de secretária de ex-chanceler
A justiça do Chile decidiu abrir uma investigação para apurar a morte da norte-americana Ronnie Moffitt, que era secretária do ex-chanceler de Salvador Allende, Orlando Letelier. A secretária e o ex-chanceler foram mortos em um atentado com bombas realizado em Washington em 1976. O ataque foi foi feito por profissionais da ditadura de Augusto Pinochet.
Após 36 anos das mortes, a Corte de Apelações de Santiago decretou que as investigações referentes a morte de Ronnie Moffitt devem ser feitas de maneira paralela as investigações referentes ao assassinato de Orlando Letelier, que foi finalizada em 1993 e determinou a condenação de chefes da polícia secreta do regime de Pinochet.
Revogação do veredicto
Devido a esta determinação, o tribunal chileno revogou a decisão do juiz Mario Carroza. Este tinha dado por encerrado o caso de Moffitt no ano passado por afirmar que este já tinha sido julgado em conjunto com o do ex-chanceler. A secretária e Letelier foram assassinados no dia 21 de novembro de 1976 com um atentado a bomba dentro de um carro nos Estados Unidos.
Em novembro de 1993, o ex-chefe da Direção Nacional de Inteligência (DINA), Manuel Contreras, e o ex-diretor do DINA, Pedro Espinoza, foram condenados a passar sete anos na cadeia pela morte de Orlando Letelier. Apesar de já ter cumprido sua pena, Contreras permanece preso ao ser condenado a 200 anos por violentar os direitos humanos.
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