Publicado em: terça-feira, 20/03/2012

Justiça adia julgamento de Gil Rugai

Mais uma vez o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) adiou o começo do julgamento de Gil Rugai, estudante acusado de matar seu pai, Luis Carlos Rugai, e Alessandra de Fátima Troitino, namorada dele, em março de 2004. A nova data ainda não foi marcada. O julgamento do estudante estava marcado para ser realizado no próximo dia 26, porém a defesa do réu insistiu para que seja feito um novo exame de DNA do sangue que foi encontrado na casa das vítimas.

Gil Rugai é indiciado por cometer dois homicídios, um contra o pai e o outro contra a namorada dele, além de estelionatos continuados. O caso ocorreu no dia 28 de março de 2004, na casa da família, no bairro de Perdizes, localizado na zona oeste de São Paulo. A princípio o julgamento deveria começar em 12 de dezembro de 2011.

Segundo o Supremo Tribunal de Justiça, já teria sido provado pela perícia que a marca do chute que foi dado na porta do apartamento das vítimas foi feita por um dos pés de Rugai. Contudo, no pedido de habeas corpus, a defesa declarou constrangimento ilegal porque isso foi entregue somente depois que a ação penal já tinha sido iniciada.

Outro fato questionado pela defesa foi que Rugai teria sido submetido a exames como radiografias e ressonância magnética no Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Universidade de São Paulo (USP). O que poderia ter feito uma restrição na elaboração de quesitos defensivos, ferindo o princípio do contraditório e da ampla defesa. Contudo, todos os argumentos feitos pela defesa foram recusados por unanimidade.

O estudante foi acusado pelos assassinatos supostamente por causa de desentendimentos a respeito de desfalques na “Referência Filmes”, empresa da família. Rugai esteve preso de 2004 a 2006, porém teve sua liberdade concedida pelo Supremo Tribunal Federal.