Publicado em: quinta-feira, 29/05/2014

Justiça acata o pedido da família e SUS terá de custear tratamento da menina Sofia nos Estados Unidos

Justiça acata o pedido da família e SUS terá de custear tratamento da menina Sofia nos Estados UnidosApós os esforços incessantes da família, a pequena Sofia de apenas 4 meses, poderá ser levada aos Estados Unidos para realização do transplante multivisceral que necessita, Sofia nasceu com a rara Síndrome de Berdon, a doença impede o funcionamento de intestino, bexiga e estômago.

A Justiça Federal de São Paulo determinou que o Sistema Único de Saúde deve arcar com os custos da transferência de Sofia para os Estados Unidos, lá a menina passará pela cirurgia que necessita.

Segundo o Defensor Público Miguel Navarro o Estado tem 15 dias para preparar tudo para que a transferência seja realizada, caso isso não aconteça a procuradoria do Estado ficará sujeita a pagamento de multa de R$ 100 mil por dia de descumprimento da decisão.

De acordo com a decisão fica a cargo do SUS custear todos os gastos necessários para realização do transplante de Sofia, a cirurgia tem seu preço avaliado em R$ 2 milhões, porém os custos da viagem ficarão sob a responsabilidade dos pais da pequena Sofia, até o momento as campanhas intituladas de “ajude Sofia” já conseguiram arrecadar cerca de R$ 700 mil.

Porém mesmo com a decisão, ainda há possibilidade de o Ministério da Saúde recorrer da decisão junto ao Superior Tribunal de Justiça, o Ministério da Saúde informou que só irá se pronunciar após receber informações sobre a decisão.

Os pais da pequena Sofia desejam que a filha passe pelo transplante fora do país, porque aqui no Brasil esse procedimento é realizado ainda em caráter experimental, quando Sofia esteve internada no Hospital das Clínicas de São Paulo os pais não permitiram que a criança passasse por novos procedimentos, porque eles já tinham os laudos que comprovavam que Sofia tinha a necessidade de realizar o transplante e que este deveria ser realizado nos Estados Unidos.

O Hospital das Clínicas, que é onde Sofia está desde o dia 24 de abril, declarou que não pode afirmar se o transplante da menina pode ou não ser realizado no Brasil, já que para chegar a essa conclusão seria necessário que a menina passasse por exames no hospital, porém o Hospital Sírio Libanês, onde foram realizados os exames em Sofia, enviou um documento, afirmando que o transplante do tipo que a menina necessita não poderia ser realizado em nenhum hospital Brasileiro, ao Tribunal Regional Federal, pelo médico cirurgião Paulo Chapchap, no documento consta que o Hospital Albert Einstein compartilha da mesma opinião.