Publicado em: quarta-feira, 25/01/2012

Junta Militar afirma que vai deixar o poder até 30 de julho

A Junta Militar do Egito afirmou nesta quarta-feira (25) que vai deixar o poder do país até dia 30 de julho, quando passará a exercer somente a função de defender “a terra, o céu e o mar do Egito”, uma das reivindicações de ativistas e grupos políticos que são contra a permanência dos militares no governo do Egito. A autoridade do país deve ser transferida depois da realização de eleições presidenciais. Quando isso acontecer, a Junta Militar prometeu revelar “os segredos e verdades” anteriores à revolução.

O anúncio da Junta Militar acontece no mesmo dia em que milhares de cidadãos comemoram o aniversário de um ano do início das manifestações que levaram à queda do ex-ditador Hosni Mubarak. Na quarta-feira também foi anunciada a revogação do estado de sítio que estava inserido desde o começo do governo de Mubarak. Ao mesmo tempo em que muitos cidadãos comemoram o aniversário da revolução egípcia, outros protestam contra a presença dos militares no poder.

Em nota oficial divulgada pelas Forças Armadas, os militares afirmam “passou um ano inteiro desde a revolução de 25 de janeiro e ainda não chegou o momento de anunciar muitas verdades dos meses e dias prévios à revolução, para que não pensem que tentamos melhorar a nossa imagem, mas chegará o momento em que falaremos”.

Atualmente, Mubarak está no banco dos réus da Justiça egípcia e seu estado de saúde é crítico. O ex-ditador responde as acusações de corrupção e abuso de poder na repressão contra os protestos dos civis.