Publicado em: terça-feira, 21/08/2012

Julgamento do mensalão será retomado amanhã com voto de Lewandowski

Julgamento do mensalão será retomado amanhã com voto de LewandowskiO julgamento do esquema de desvio de verbas públicas que ficou conhecido como mensalão iniciará novamente amanhã (22), mas com a leitura dos votos do ministro Ricardo Lewandowski. Hoje (21) o tema não vai ser abordado pelos ministros, já que serão realizados julgamentos de outras causas referentes á outros temas.

O voto de Barsosa

O Ministro Joaquim Barbosa votou no Supremo Tribunal Federal (STF), pela condenação de Henrique Pizzolato, que é ex-diretor do Banco do Brasil. O réu foi condenado pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva de acordo com os contratos que foram firmados com as agências do publicitário Marcos Valério. O ministro também pediu a condenação de Valério e de Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, seu sócios, também pelos crimes de corrupção ativa e peculato.

Joaquim Barbosa votou a favor da absolvição do então ex-secretário de comunicação do governo petebista, Luiz Gushiken. A absolvição do réu já havia sido pedida pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. No caso foi considerado o fato de que não haviam provas suficientes contra Luiz que comprovassem que ele havia se encontrado com Pizzolato e com os outros publicitários.

Pizzolato era diretor de marketing do Banco do Brasil quando foi divulgado o suposto esquema. Ele era também sindicalista e petista desde os anos 80. Ele foi acusado de participar do desvio de verbas que seriam em benefício do grupo que era liderado por Valério e também do PT.

O mensalão

O mensalão no governo PT aconteceu em 2007. O Supremo aceitou denúncia contra 40 suspeitos de envolvimento no esquema que foi denunciado em 2205 pelo deputado federal Roberto Jefferson. Segundo ele, os parlamentares recebiam dinheiro periodicamente para que votassem de acordo com os interesses do governo Lula. Após a denúncia, José Dirceu, que era Chefe da Casa Civil, deixou o cargo e retornou à Câmara, mas foi cassado pelos companheiros e não pode se reeleger até 2015.