Publicado em: quarta-feira, 18/01/2012

Julgamento do assassinato da deputada federal Ceci Cunha começa no júri popular

Os acusados de terem sido responsáveis pelo assassinato da médica e deputada federal Ceci Cunha, seu marido e mais dois parentes, foram interrogados na terça-feira (17) perante júri popular na sede da Justiça Federal de Alagoas em Maceió. A chacina, que ficou conhecida como “chacina da gruta”, em referência ao bairro onde o crime foi realizado, aconteceu em 1998. O ex-deputado federal Talvane Albuquerque é acusado de ser o mandante e chegou a ser preso por um ano, mas responde em liberdade desde 2000.

Os acusados de serem os executores do crime são José Alexandre dos Santos e Alécio César Alves Vasco. A suposta motivação de Albuquerque defendida pelo Ministério Público Federal era por ser o suplente de Ceci na chapa que a elegeu, o que faria com que ele assumisse o cargo caso ela não pudesse cumprir o mandato. Após a morte da deputada, Albuquerque ocupou a cadeira, mas foi cassado dois meses depois por falta de decoro parlamentar.

A morte de Ceci e das outras vítimas aconteceu horas depois de ser diplomada deputada pela Justiça Eleitoral. A médica estava na casa da sua sogra, Ítala Maranhão, com seu marido, Juvenal Cunha, e com seu cunhado, Iran Maranhão, que são as outras vítimas da chacina.

A única sobrevivente é a irmã de Ceci, Claudinete Santos Maranhão, viúva de Iran, que conseguiu se esconder debaixo da cama de um dos quartos quando os pistoleiros invadiram a residência. Claudinete foi a primeira a prestar depoimento e sustentou o que havia informado em outros momentos sobre os acontecimentos da data do crime.