Publicado em: quinta-feira, 15/03/2012

Jovem diz que adulto autorizou o uso do jet ski em acidente que matou criança em SP

O garoto de 14 anos que estaria com o adolescente de 13 que acionou o jet ski que matou Grazielly Almeida Lames, de três anos, na praia de Bertioga, litoral paulista, contou para a polícia nesta segunda-feira (12) que o padrinho do amigo deu autorização para que o aparelho, de sua propriedade, fosse usado. O acidente aconteceu durante o Carnaval, no dia 18 de fevereiro, quando o jet ski atropelou e matou a menina, que estava com a família na praia. A fala do jovem contradiz a versão do empresário José Augusto Cardoso, que havia negado que deu a permissão.

Em seu depoimento, o garoto afirmou que Cardoso liberou o uso do jet ski e orientou o caseiro a levar o aparelho até a praia para que os amigos usassem. Segundo o advogado da família da vítima, José Beraldo, a perícia solicitada indicou que o equipamento foi acelerado e não apenas ligado, indicando que houve crime. Já o caseiro havia negado, em seu depoimento, que tivesse acompanhado os jovens até a praia.

Durante os primeiros depoimentos ouvidos, as testemunhas haviam contado que além de terem presenciado dois adolescente pilotando a embarcação, havia também um adulto que os acompanhava. “O caseiro mentiu no depoimento, assim como o padrinho do adolescente”, afirmou Beraldo. Ele não descarta a possibilidade de solicitar uma nova perícia.

O advogado acredita ainda que até o final de semana, exatamente um mês depois do acidente, o caso seja finalizado. “Não só pobre deve sentar no banco dos réus, mas o empresário, como responsável, deve sentar no banco dos réus”, disse lamentando o fato de o poder econômico ainda prevalecer em casos como esse. O advogado cogita também a possibilidade de que seja feita a reconstituição do acidente.