Publicado em: sábado, 22/06/2013

Jovem confia menos no Estado que em si mesmo e em Deus

Jovem confia menos no Estado que em si mesmo e em DeusPesquisa chamada “O novo poder jovem” e feita pelo instituto Data Popular, mostrou que os jovens brasileiros confiam mais em Deus, na família e em si próprios do que no Estado. Eles consideram ainda que os políticos nos quais votaram nas últimas eleições não representa seus anseios. Eles estão cada vez mais insatisfeitos em relação à qualidade dos serviços públicos. E, como já era esperado, as redes sociais é a principal forma de mobilização.

A pesquisa foi feita entre brasileiros que têm idade entre 18 e 30 anos, dias anteriores às manifestações realizadas em várias cidades do Brasil e que foram desencadeados principalmente por pessoas desta idade, o que corresponde a 42 milhões dos eleitores brasileiros, o que representa 33% do número total. A pesquisa foi divulgada na sexta-feira, dia 21.

Renato Meirelles, que responde pela presidência do Data Popular, considera que o Brasil passa por situação de crise. Ele diz que os resultados da pesquisa mostraram que os jovens não se sentem ouvidos pelo governo. Para ele, a mobilização que foi vista nas ruas nos últimos dias tem relação com este problema de representatividade.

Dados

A pesquisa mostrou que 1.502 dos jovens entrevistados, 75% deles afirmaram que não confiam nos políticos do país e, 58% não confia na Justiça.

Sobre a avaliação que têm das instituições do poder Executivo, os jovens atribuíram a menor nota à prefeitura, nota 5, numa escala que ia até 10. Depois, aparece o governo estadual (5,26) e, por fim, o governo federal.

Para Meirelles o significado de a prefeitura ter recebido a menor nota, mostra que a juventude quer que o representante para o qual votaram participe da rotina, principalmente acompanhando de perto os problemas da cidade. A qualidade no serviço de transporte teve nota 4,08 por parte dos jovens que moram nas capitais, e um pouco maior, 5,15 por parte dos jovens que moram no interior. Meirelles considera que isso deve ser avaliado de forma diferente porque este servido é pago, diferente de serviços como educação e saúde.

Meirelles opina que, com o aumento do serviço formal da população, o contribuinte brasileiro começou a ver que parte de seu imposto fica retido na fonte e por esta questão deixa de ver estes atendimentos como um favor prestado pelo Estado e a população passa a exigir mais qualidade nos serviços.

Entre os jovens pesquisados, 53% dos ouvidos consideram que sua vida melhorou pelos seus próprios esforços. Deus aparece em seguida, com 31%, depois a família, que aparece com índice de 11%. O governo vem em último lugar, tendo sido citado por, somente, 2% dos jovens entrevistados.

A boa notícia é que 65% dos entrevistados consideram que têm capacidade de alterar a política do Brasil através do voto. O levantamento também mostra que as mídias sociais exercem grande influência, como ficou claro nas manifestações. A cada dez jovens pesquisados, sete deles mantinham contas no Facebook.