Publicado em: quarta-feira, 29/02/2012

Jornalista francesa Edith Bouvier permanece na Síria, diz jornal

Na madrugada de terça-feira (28), o fotógrafo britânico, Paul Conroy, que foi ferido em um ataque do Exército sírio em Homs, conseguiu ser retirado da cidade em segurança. Porém, a fotógrafa francesa, Edith Bouvier, que também ficou ferida no mesmo ataque, ainda permanece na Síria, de acordo com informações do jornal “Le Figaro”.

Segundo ativistas da Alta Comissão para Assistência Síria (ACAS), a ambulância em que a jornalista estava foi cercada por forças de Assad e foi obrigada a retornar para a cidade quando já estava próxima da fronteira.

Depois que conseguiu cruzar a fronteira, Paul Conroy, de 47 anos, foi encaminhado para Beirute, onde teve assistência da embaixada britânica. Os dois jornalistas foram atingidos pelo bombardeio que matou a jornalista norte-americana de guerra, Marie Colvin, que trabalhava para o jornal “Sunday Times”, e o fotógrafo da revista “Paris Match”, o francês Rémi Ochlik.

Jornalista aparece em vídeo pedindo ajuda

Na semana passada, foi divulgada uma gravação em que Edith Bouvier, de 31 anos, aparece dizendo que quebrou o fêmur durante o ataque e solicita auxílio para conseguir sair de Homs e poder receber atendimento médico adequado. Wael al Khaldy, da ACAS, afirmou em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, que os profissionais da mídia se negaram a aceitar as condições do Crescente Vermelho para serem retirados da cidade e, desta forma, uma ação clandestina teve de ser realizada.

O resgate foi realizado com o auxílio do Exército Livre da Síria (ELS). Edith Bouvier teria pedido a retirada de todas as pessoas que estavam feridas e também a presença do embaixador francês em Homs para que a segurança do resgate fosse garantida. Porém, isto não foi possível, e a jornalista teve de participar da operação planejada, não conseguindo ser retirada da Síria.