Publicado em: segunda-feira, 31/10/2011

Japão passa por triplo ataque cibernético em sistemas do governo e de empresa de armamentos

Informações divulgadas recentemente defendem que o Japão estaria sendo vítima de três tipos de ataques cibernéticos, em um dos casos os computadores da câmara dos deputados do país teriam sido invadidos, outro teria infectado computadores da embaixada japonesa ao redor do mundo inteiro, o último teria sido contra a Mitsubishi Heavy Industries e teriam roubado informações sigilosas sobre projetos de armas e reatores nucleares. A possibilidade de terem hackeado o sistema da Mitsubishi Heavy foi divulgada em setembro.

Os casos identificados contra o Japão não são exclusivos deste governo. Pesquisadores de antivírus vêm analisando o arquivo “Duqu”, que tem traços parecidos com o Stuxnet, mesma praga usada em 2010 para descobrir informações sobre o programa nuclear do Iraque e interferir no seu funcionamento. Por mais que não sejam relacionados, a estratégia é praticamente a mesma e conhecida como “ataques direcionados” ou “ataques dirigidos”. Estes acontecem quando um vírus tem objetivo de invadir determinado sistema específico.

A Mitsubishi percebeu que seu sistema havia sido invadido em agosto, mas só divulgou informações sobre o ataque em setembro. Na ocasião, a Mitsubishi informou que foram poucas as informações vazadas sobre os seus sistemas. A empresa é a principal fabricante para o exército japonês.

O vírus recentemente detectado nas invasões ao Japão, o “Duqu”, foi primeiramente identificado em componentes na Europa. O vírus com o qual compartilha similaridades, o Stuxnet, é considerado um dos mais sofisticados da variedade de vírus já reconhecidos no mundo cibernético. O “Duqu” tem como objetivo armazenar informações sobre componentes e controladores industriais.