Publicado em: sexta-feira, 21/12/2012

James Cameron em filme 3D do Cirque du Soleil: Worlds Away

James Cameron em filme 3D do Cirque du Soleil: Worlds AwayO filme “Cirque du Soleil: Worlds Away”, que tem estreia hoje nos Estados Unidos não conta com James Cameron no posto de diretor, mas exerce uma função significativa de produtor executivo e como conseguinte chefe dos cinegrafistas.

“Desde que comecei a trabalhar com 3D percebi que o entretenimento que mais se adequava a este formato era o Cirque du Solei” comentou o diretor do aclamado Avatar a revista BRAVO. “E anos mais tarde os executivos do espetáculo me contaram que haviam chamado Andrew Adamson como diretor de um filme sobre seus shows e questionaram se eu gostaria de participar do projeto.”

“Andrew sempre foi muito seguro de si, e desde a primeira conversa, deixou claro que eu poderia estar lá para apoiá-lo e ampliar sua visão 3D para obter melhores resultados possíveis, porque, do meu lado, eu faço meus próprios filmes ” disse o entrevistado.

“Worlds Away” praticamente não tem diálogo, entretanto não e um documentário, mas um argumento bastante aberto. O filme “segue dois personagens que se apaixonam à primeira vista, são separados e depois se reunem em meio a um mundo de sonho”, diz Cameron. “A verdade é que há um monte de história, e esta serve mais como um maestro, mas ao fim percebi que Andrew tinha razão de emprega-la, porque dá ao filme um clímax emocional.”

Com 91 minutos o filme traz diversas apresentações aéreas elaboradas pela formação Guy Laliberté e Gilles Ste-Croix. Os números foram cuidadosamente elaborados sob as artes circenses e atuam de base para outras ações. Andre Adamsom em conferência em Miami disse “Queríamos encontrar uma forma natural de adaptar o cinema ao mundo do circo e começámos a refletir no modo como fazê-lo a partir de criações do Cirque du Soleil, que têm um lado muito onírico”. No filme Erica Linz interpreta Mia, que na busca pelo amor perdido atravessa mundos fantásticos inspirados em espetáculos como Viva Elvis, O, Believe e Mystère, da companhia. Tudo em números que desafiam a gravidade e a morte voando alto a 15-30 metros do chão.