Publicado em: quarta-feira, 26/02/2014

Itamaraty diz que pedirá nesta quarta-feira extradição de Pizzolato

Pizzolato tem extradição pedida pelo ItamaratyCondenado pelo Supremo Tribunal Federal no processo do mensalão, o ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, foi preso em solo italiano no início do mês, e desde então aguarda a extradição para o Brasil, que segundo o Ministério das Relações Exteriores, o pedido será enviado à embaixada do país na Itália nesta quarta-feira (26).

A contragosto do Itamaraty, o pedido será enviado ao governo italiano via correio em uma pasta cujo nome é mala diplomática. O pedido de extradição veio por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR) na noite da última terça-feira (25) e encaminhado ao Ministério da Justiça.

Sob o crime de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e peculato, o ex-diretor foi condenado a 12 anos de detenção. A ordem de prisão foi emitida no dia 15 de novembro, no entanto, Pizollato fugiu para Itália utilizando documentação falsa.

O pedido de extradição pode ser negado pelo governo italiano, uma vez que o condenado possui dupla cidadania, e talvez esta seja a deixa para a Itália se “vingar” do Brasil quando o país não quis extraditar o prisioneiro Cesare Battisti.

A Procuradoria Geral da República pede para que a justiça italiana retenha tudo o que foi apreendido com Pizzolato no momento em que foi preso. De acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o governo brasileiro quer o que foi aprendido para que sejam avaliados pela perícia.

Além da prisão, o ex-diretor recebeu uma multa imposta pelo Supremo Tribunal Federal de 1,3 milhão, e o dinheiro aprendido poderá ser utilizado para quitar parte do que foi requerido, a qual será aumentada devido a fuga.

Juntamente com o pedido, a PGR enviará documentos em italiano como, por exemplo, o mandado de prisão e a sentença de Pizzolato. No entanto, caberá a Itália se extraditará ou não o ex-diretor do Banco do Brasil.