Publicado em: sábado, 02/07/2011

Itamar Franco morre aos 81 anos de AVC

O Ex-presidente Itamar Franco morreu hoje, 02 de julho, aos 81 anos vítima de acidente vascular cerebral (AVC), em Brasília. Segundo boletim médico, Itamar Franco faleceu às 10h15 da manhã. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde o dia 21 de junho para tratar de uma pneumonia grave e estava respirando por aparelhos.

O corpo do até então senador pelo estado de Minas Gerais (mandato seria até 2019), será transferido na manhã de domingo para Juiz de Fora para ser velado. Na segunda-feira, em Belo Horizonte receberá homenagens no Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro. Depois o corpo será cremado.

Itamar Franco descobriu que estava com leucemia no final de maio deste ano. Após internamento e tratamento a doença apresentou remissão, mas ele permaneceu internado em decorrência da pneumonia.

Carreira política de Itamar Franco

Itamar Franco foi governador do estado de Minas Gerais, senador durante 16 anos, prefeito de Juiz de Fora por dois mandatos e embaixador do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA), em Portugal e na Itália. Como presidente do país de 1992 e 1994, com 62 anos, depois que Fernado Collor de Mello foi retirado do poder, Franco conseguiu não só reerguer em partes o governo, como contornou críticas e criou o Plano Real, que levou a eleição de Fernando Henrique Cardoso.

Itamar Franco também teve que enfrentar algumas polêmicas. Suspeitas de fraude no Orçamento fizeram com que o então ministro da Casa Civil, Henrique Hargreaves fosse retirado do cargo por Itamar. Três meses depois, com a inocência comprovada o ministro voltou ao cargo.

Um dos episódios marcantes da história de Itamar Franco na república foi registrado em 23 de agosto de 1993. Ele desfilou por Brasília em uma versão conversível de carro popular. Sua idéia era de que fosse oferecido aos consumidores carros com preço mais acessível, pedindo até para o presidente da Autolatina – consórcio das montadoras Volkswagen e Ford-, Pierre-Alain de Smedt, que voltasse a fabricar o Fusca no Brasil, que já saíra de linha há sete anos.