Publicado em: quinta-feira, 03/11/2011

Israel pode atacar Irã com objetivo de destruir programa nuclear

Pesquisa de opinião divulgada nesta quinta-feira (03) mostra que a população israelense está dividida quanto à possibilidade de o país fazer um ataque contra o programa nuclear do Irã. As especulações sobre o possível ataque aumentaram depois de um teste de míssil realizado na quarta-feira (02) e uma publicação de um dos jornais mais respeitados do país, na qual um jornalista afirma que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Ehud Barak, têm um plano para atacar o Irã.

Apesar de o premiê e do ministro da Defesa supostamente terem tal plano, outros integrantes do governo, como o chefe do Estado Maior, general Benny Gantz, e o chefe do Mossad, Tamir Pardo, seriam contrários à iniciativa. No caso do ministro do Interior, Eli Ishai, a autoridade fez uma declaração dizendo que “não consegue dormir” por causa da possibilidade de ter um ataque partindo de Israel contra o Irã.

De acordo com analistas, o plano de Israel poderia ser executado “depois de Shalit e antes do inverno”. A referência a Shalit diz respeito à troca de prisioneiros feita com o grupo Hamas, que controla a Faixa de Gaza, pois ele era um soldado prisioneiro na Palestina. Recuperar Shalit fez a popularidade do governo israelense subir.

Além da contrariedade por parte de outros integrantes do governo, analistas também acreditam que qualquer ataque sem o apoio do governo dos Estados Unidos seria arriscado para Israel. Em diversos momentos o governo norte-americano sinalizou que não aprova a iniciativa. Para Netanyahu, a possibilidade de o Irã ter uma bomba atômica em seu poder representa a chance de um “segundo holocausto”.