Publicado em: quinta-feira, 01/12/2011

Israel descongela impostos palestinos bloqueados há um mês

O governo de Israel, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, informou na quarta-feira (30) que liberou o dinheiro dos impostos da Palestina que estava retido desde a admissão da Autoridade Nacional Palestina (ANP) à Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura (Unesco). A entidade internacional aceitou o pedido de adesão há cerca de um mês, sendo que durante esse período os impostos da ANP não haviam sido liberados.

A decisão de Netanyahu foi tomada após sofrer pressão internacional para descongelar os fundos recolhidos por Israel em nome da ANP. No total, a entidade palestina recebe cerca de US$ 100 milhões por mês. Esses impostos são cobrados por produtos internacionais vendidos no território palestino, por exemplo, e são usados para pagar parte das contas públicas da ANP. A quantia coletada é essencial para que a ANP consiga quitar esses gastos.

O congelamento dos impostos foi efetivado em 1º de novembro, dia seguinte à aprovação da Unesco pelo reconhecimento da Palestina como Estado integrante da Organização. Tanto Israel quanto os Estados Unidos se posicionaram contrários à decisão da Unesco, pois defendem que a Palestina deve ser reconhecida como um Estado a partir de um acordo de paz com o governo israelense.

Netanyahu decidiu continuar com o congelamento no último dia 14, mas os acordos de Paris assinados em 1994 determinam tal recolhimento feito por Israel. Funcionários públicos da Palestina são pagos com o valor arrecadado com os impostos. De acordo com o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, a ANP não conseguiria pagar os salários desses trabalhadores sem o dinheiro dos impostos.