Publicado em: sexta-feira, 12/08/2011

Israel anuncia construção de 1,6 mil casas na região de Jerusalém

O ministro do Interior israelense, Eli Yishai, divulgou oficialmente a autorização final para construir 1,6 mil casas na região de Jerusalém Oriental. Porém, o mesmo projeto atual foi apresentado no ano passado ao vice-presidente americano, Joe Biden, e a intenção de ocupar tal região provocou um distanciamento diplomático dos EUA. Para os norte-americanos, a intenção é que os palestinos desistam de obter o reconhecimento das Organização das Nações Unidas para um estado próprio, o que fica mais difícil com a atitude de Israel.

As primeiras 1,6 mil casas estão previstas para serem construídas em Ramat Shlomo, região que foi anexada à cidade de Jerusalém por Israel e se caracteriza como uma comunidade judaica, sendo que a autorização para dar início às construções foi dada em 2010. Naquele momento, o vice-presidente americano havia afirmado que a iniciativa era um insulto. Em contrapartida, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, lamentou ter divulgado a informação em um momento inadequado, mas rejeitou as críticas sobre o projeto.

A região onde Ramat Shlomo se encontra fica localizada onde Israel e os palestinos disputam pelo reconhecimento de propriedade. Para Israel, toda Jerusalém deveria ser a sua capital, mas esse limite não é reconhecido pelas autoridades do exterior. Ao mesmo tempo, os palestinos também querem Jerusalém para ser a futura capital do estado que pretendem fundar.

Por conta dos anúncios de construção de assentamentos feitos por Israel, os palestinos cessaram os diálogos de paz. O chefe negociador da OLP (Organização para a Libertação da Palestina), Saeb Erekat, anunciou em um comunicado que “Israel considera-se um Estado acima da lei internacional, sem obrigação de prestar contas.”