Publicado em: terça-feira, 09/07/2013

Islamitas mesmo após prometida nova eleição continuam a protestar

Islamitas mesmo após prometida nova eleição continuam a protestarNo Egito novas autoridades após o golpe declararam que os próximos passos desta transição política que foi rejeitada através da Irmandade Muçulmana, que hoje, terça-feira, dia 9 de julho vai enterrar muitos de seus que morreram ontem na manifestação em apoio ao destituído presidente Mohamed Morsi.

Gehad al-Hadad, porta-voz da Irmandade Muçulmana disse hoje para a imprensa que cada uma de suas províncias está organizando seus funerais e suas manifestações para o dia de hoje. A Irmandade fez uma lista com os nomes de falecidos, que somaram 42 manifestantes. Entre os mortos do Exército e da polícia foram três mortes.

O total de mortos em torno do quartel da Guarda Republicana na segunda-feira, dia 8 de julho foi de ao menos 435 pessoas feridas e 51 pessoas mortas, de acordo com as informações dos serviços de emergência.

Adli Mansour, o presidente interino mandou que se fizesse uma investigação para apurar tamanha violência e também decretou que haja as eleições legislativas em breve, ainda este ano. Anteriormente, ainda será feita e referida uma Constituição nova ao Egito. Este anúncio de Mansour foi imediatamente criticado por uma das autoridades de origem da Irmandade Muçulmana.

Na maior rede social do mundo, o Facebook, Esam al-Erian escreveu que qulquer decreto de intuito constitucional realizado através de um homem que recebeu nomeação feita por golpistas, só devolveria um país para a sua casa inicial.

Mesmo sendo funerais, aqueles que são dos partidários do presidente deposto Morsi vão se dar em um clima de profunda tensão, o mesmo que tem tomado todo o Egito desde que aconteceu a destituição de seu presidente islamita, que ocorreu no dia 3 de julho pelas mãos do exército, em um golpe militar, resultado de manifestações populares gigantescas exigindo a sua saída.

De lá para cá, estes conflitos que se sucedem já ocasionaram um número maior de 100 pessoas mortas.