Publicado em: quarta-feira, 04/01/2012

Irã faz mais uma advertência à presença militar americana no Golfo Pérsico

Nesta quarta-feira (4), o Irã fez mais um alerta a respeito da presença da marinha norte-americana no Golfo Pérsico, rico em petróleo, reafirmando uma ameaça interpretada como fraqueza de Teerão por Washington. O ministro da Defesa do Irã, Ahmad Vahidi declarou que o país já disse que a presença das forças armadas dos Estados Unidos não é necessária e pode até mesmo ser perigosa.

O chefe das forças armadas do Irã, Masoud Jazayeri, declarou ao site da Guarda Revolucionária que a presença por muito tempo dos Estados Unidos no local aumenta a tensão e a insegurança, podendo até mesmo levar à possibilidades de confronto. O chefe disse que os norte-americanos devem sair da região e, sobre a saída do navio USS John C. Stennis na semana passada, afirmou que os EUA não devem tentar voltar para não serem responsabilizados por possíveis problemas.

O comandante das Forças Armadas e general de brigada Ataollah Salehi disse que o Irã não pretende repetir o aviso feito na terça-feira, de que o país usaria toda sua força caso um porta-aviões tentasse voltar ao Golfo. A Casa Branca tratou o aviso como um alerta e disse que mostra uma posição de fraqueza de Teerã para encarar as sanções internacionais que recebeu. O Departamento de Defesa dos EUA garantiu que não irá alterar a mobilização de navios no Golfo.

O Irã realizou dez dias de exercícios militares no Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo Pérsico. O país fez os testes com os mísseis em uma tentativa de provar que o país consegue controlar a região e pode fechá-la caso ache necessário. Cerca de 20% do petróleo mundial passa por essa região.