Publicado em: quinta-feira, 20/03/2014

Integridade, educação e respeito podem melhorar o sistema carcerário brasileiro, dizem especialistas

Integridade, educação e respeito podem melhorar o sistema carcerário brasileiro, dizem especialistasO ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, já classificou o sistema carcerário do país de medieval, e parece que a situação não mudou mesmo com a consciência do Governo Federal de que muito precisava ser feito para melhorar a situação.

Domínio de organizações criminosas, assassinatos e tráfico de drogas dentro das próprias prisões (além de diversos outros crimes), e os problemas decorrentes da falta de estrutura e superlotação, como a completa falta de higiene e as recorrentes fugas e motins continuam acontecendo em massa por todo o Brasil.

Para solucionar a crise no sistema carcerário brasileiro, juristas e especialistas no setor afirmam que o país precisa se inspirar em bons exemplos adotados no exterior. Para eles, a insegurança na rua e a ineficiência da justiça brasileira são fatores que influenciam diretamente nos níveis de violência dentro do sistema prisional e nos baixos índices de reabilitação dos infratores.

As falhas para garantir a segurança, integridade física e educação dentro das prisões, cometidas pela administração pública, colaboram para que a chance de ressocialização seja menor do que a possibilidade de os bandidos voltarem a cometer crimes ao serem soltos, e até mesmo é motivo para que a criação de facções criminosas dentro das unidades aconteça. Segundo os especialistas, essa movimentação da população carcerária surge como uma estratégia de auto defesa.

Segundo juristas, a precariedade do sistema prisional é justamente a responsável pelo avanço da criminalidade. Para alterar essa realidade, os especialistas sugerem que seja abandonado o formato atual, com unidades prisionais grandes e superlotadas, e adotado um modelo com unidades menores e mais próximas da comunidade onde estão os laços mais próximos dos presos, como a família.

Bom exemplo que vem de fora

Alguns estados apostam em formatos utilizados em outros países e que têm grande sucesso na ressocialização dos detentos. Em Alagoas, por exemplo, o modelo seguido no Centro Ressocializador da Capital vem da Espanha, e é baseado em um tratamento respeitoso e humanitário para reintegrar os criminosos a um convívio harmônico na sociedade.

Este formato só pode ser aplicado com presos de bom comportamento, que nunca tenham participado de rebeliões e especialmente que aceitem participar do programa.