Publicado em: sexta-feira, 02/03/2012

Inmetro testará qualidade de autopeças vindas da China

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) informou que irá ser rigoroso quanto ao comércio de autopeças, principalmente aquelas que são vindas da China. O órgão, que é ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, demonstrou estar preocupado com a qualidade das peças usadas na reposição e na fabricação de veículos.

Essa preocupação se deve à importação de autopeças da China ter praticamente triplicado de 2009 a 2011, passando de US$ 467 milhões para R$ 1,25 bilhão. Em relação a 2010, esse crescimento foi de 61,5% e levou a deficit recorde de US$ 1,1 bilhão na balança comercial do setor.

Estima-se que até o final do primeiro semestre de 2012, seis importantes peças dos sistemas de direção (e componentes), baterias e pneus deverão ser regulamentadas tecnicamente. Com isso, os produtos, incluindo os nacionais, poderão ser vendidos somente depois de receber o selo do Inmetro, do mesmo modo como ocorre com alguns produtos automotivos e brinquedos.

Com a nova medida, as empresas terão que fazer investimentos. De acordo com especialistas, serão inevitáveis os aumentos nos preços das autopeças, apesar de isso ser negado pelo setor. Atualmente, nove itens automotivos já estão regulamentados. Até 2015, mais 11 autopeças também deverão ser certificadas pelo Inmetro, como por exemplo, amortecedores e buzinas. “Está havendo uma entrada muito grande de autopeças no Brasil de origem duvidosa, de má qualidade e que oferecem risco ao cidadão”, informou Alfredo lobo, diretor da Qualidade do Inmetro.

O assessor do sindicato dos fabricantes de autopeças (Sindipeças), Franklin de Mello Neto, disse que o aço usado pelos chineses possuem qualidade inferior aos usados no Brasil. “Eles adicionam aço usado em vergalhões de construção. No Brasil, o aço cromo é o recomendado. Já as pastilhas de freio são feitas com pasta de papelão e liga”, explicou.