Publicado em: sábado, 22/02/2014

Infraestrutura e acesso à educação no Brasil ainda são insatisfatórios, segundo a OCDE

Infraestrutura e acesso à educação no Brasil ainda são insatisfatórios, segundo a OCDEUm relatório divulgado na última sexta-feira (21) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta diversos problemas estruturais na educação brasileira. Entre os pontos citados estão a desigualdade no acesso à educação de qualidade, e também deficiências de infraestrutura para incentivar a criação de empregos e o equilíbrio na proteção social.

O documento foi apresentado pela OCDE em Sydney, na Austrália, e recomenda que o Brasil aprimore os resultados e a igualdade no acesso à educação. Para isso, o relatório sugere ampliação na remuneração de professores, aumento no investimento em programas de formação profissional e incentivos para que o desempenho destes profissionais sempre supere as metas.

Há também recomendações na área econômica, sugerindo ao Brasil aumentar o investimento privado em infraestrutura, facilitar o aumento da concorrência, tornar o sistema tributário mais transparente e incentivar cada vez mais a formalização dos postos de trabalho, garantindo direitos trabalhistas e reduzindo condições injustas e ilegais.

Ensino profissionalizante recebe elogios

O relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico não apresentou apenas problemas e sugestões para solucioná-los. Teve destaque positivo o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), considerado uma ação notável para a ampliação e fortalecimento do ensino profissionalizante no país. O Pronatec dá base para a ampliação à rede de escolas técnicas federais, além de subsidiar treinamentos gratuitos a jovens de baixa renda.

Ainda segundo o texto da OCDE, a simplificação do procedimento para obras públicas proporcionada pelo governo federal, além do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), são ações positivas, mesmo ainda estando em fase de implantação efetiva, mas que ainda precisaria de muitas ações para acelerar o investimento em infraestrutura, deixando-o em níveis ideais para o desenvolvimento da nação.