Publicado em: domingo, 28/07/2013

Infiltrados em manifestação de SP causam inúmeras depredações

Infiltrados em manifestação de SP causam inúmeras depredaçõesUm protesto na cidade de São Paulo contra o governador Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, durante a noite de sexta-feira, dia 26 de julho, interditou desde a Avenida Paulista até a Avenida 23 de Maio. Porém, a massa de manifestantes contou com a presença de um grupo infiltrado no protesto que aproveitou o momento e vandalizou as avenidas Paulista e 23 de Maio.

O coronel da Polícia Militar (PM), Reynaldo Simões Rossi, quem comanda o policiamento em toda esta região central da capital paulista informou que cerca de oito agências de bancos, uma loja concessionária, ao menos duas das cabines de observação da PM, entre outros foram os alvos de ataques e depredações dos vândalos.

A manifestação começou cerca de 19 horas com mais ou menos 300 pessoas que fizeram a interdição total da Paulista, entre eles estavam o que o coronel Rossi chamou de baderneiros que saíram de dentro da massa de manifesto, cometeram diversos danos e depois retornaram ao grupo de manifestantes que atuavam de forma pacífica.

O grupo que causou os danos estavam todos usando roupas de cor preto, na Avenida 23 de Maio os ataques foram direcionados a uma loja de veículos da marca Chevrolet e também uma van de reportagem de televisão do canal aberto Record que foi completamente depredada. Além de ataques e incêndios a peças nas ruas, como incendiar os recipientes de lixo de ambas as vias das Avenidas, carros particulares foram destruídos, ao menos dois. O congestionamento na região chegou a dois quilômetros de filas.

A Força Tática da Polícia Militar usou bombas de efeito moral com intuito de dispersar a massa de manifestantes quando estavam na Avenida 23 de Maio. O grupo ainda foi de lá para a Avenida Brigadeiro Luís Antônio e vandalizou ainda mais outro posto da PM. Depois retornaram à Paulista.

Os transeuntes ficaram assustados e queriam informações sobre as atuações do Metrô e ônibus. A estação Brigadeiro, ficou fechada, outras estações sofreram pichações. Foram duas horas de tensão. As 22 horas a região ficou tranquila.

A PM abordou em torno de sete manifestantes próximo à praça Oswaldo Cruz, com nome e identidade recolhidos para investigação através da Polícia Civil. Segundo o coronel Rossi a PM não pode agir antes, pois colocaria a vida de outros presentes em risco, esperando o momento oportuno para a ação.