Publicado em: quarta-feira, 02/04/2014

Inep acredita na evolução da qualidade da educação no Brasil

Inep acredita na evolução da qualidade da educação no BrasilO Brasil tem condições de seguir avançando em qualidade de ensino graças às políticas públicas adotadas para o setor. A afirmação é de Francisco Soares, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e foi emitida em resposta à pesquisa que colocou o país em uma colocação desconfortável no ranking de capacidade dos estudantes para a resolução de raciocínios lógicos.

A pesquisa foi realizada em 44 países, e o Brasil ficou apenas com o 38º lugar. Os resultados foram divulgados na última terça-feira (1°) pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que encomendou o estudo. Nele, estudantes de 15 anos precisaram resolver questões de raciocínio lógico inseridas em situações do cotidiano.

O mesmo estudo apontou que pouco mais de 1% dos estudantes foram capazes de acertar todas as questões aplicadas no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Para Francisco Soares, o resultado é sinal de que o Brasil, aos poucos, caminha para a evolução, tendo em vista que os melhores índices do Brasil na prova foram de 2%, enquanto os melhores resultados dos outros países foram de 11%. Segundo Soares, estes nove pontos percentuais representam a menor diferença já registrada nesse tipo de análise.

Preparados para o futuro

Ainda segundo o presidente do Inep, as políticas públicas brasileiras para a educação estão prontas para melhorar os resultados do país nos próximos anos. Entre as ações, Soares cita o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que segundo ele insere no curriculum justamente questões lógicas aplicadas ao cotidiano dos estudantes.

No Pisa, os participantes foram submetidos a questões que envolviam o uso de aparelhos eletrônicos populares entre os jovens, ou situações cotidianas como a compra de passagens de transporte público. Cingapura, Coreia do Sul e Japão tiveram os melhores resultados, enquanto Uruguai, Bulgária e Colômbia ficaram com as três últimas posições do ranking.