Publicado em: quinta-feira, 07/07/2011

Indústrias perdem espaço na economia brasileira

Nos últimos anos, o setor industrial reduziu a sua participação no PIB (Produto Interno Bruto), no número de emprego e também nas exportações, segundo a Confederação Nacional da Industrial (CNI). O diretor executivo, José Augusto Fernandes, que participou de uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), nesta quarta-feira (6) discutiu os riscos de um processo de desindustrialização e a promoção de uma agenda favorável a competitividade industrial.

Segundo Fernandes os instrumentos para frear as perdas estão nas mãos do Governo e do Congresso. Ele acredita que é necessário reduzir o custo Brasil, desonerando investimentos e também as exportações. Ainda, seriam importante eliminar as assimetrias competitivas, como as geradas pela redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas importações.

Além disso, seria preciso investir na qualidade da inovação a partir da educação, aperfeiçoar as políticas macroeconômicas para garantir maior controle dos gastos públicos e melhorar todos os mecanismos de negociação e defesa comercia. “Tudo isso requer urgência. O tempo econômico é diferente do tempo político e o atraso poderá comprometer a indústria”, afirmou durante a audiência.

Os dados da CNI apontam que a participação das indústrias brasileiras no PIB caiu de 35,9% em 1984 para 15,8% no ano passado. O setor que em 1985 era responsável por 30,6% de todos os postos de emprego no Brasil representa hoje 17,4% do número de trabalhadores. Já as exportações atingiram a marca de 60,8% em 1993. Em 2010, o total de bens e serviços vendidos no exterior é de 39,4%. As importações tiveram um aumento, em 2010 foi registrado o total de 18,7%, enquanto em 2000 representava 11,4%.